Por favor, não confundam essa postagem com ódio, ou qualquer coisa do gênero. O Japão é o país número um, entre minhas preferências, mas verdade seja dita, nem tudo são flores e foi por isso que hoje trouxe esse post. Espero que sirva para trazer mais conhecimento a vocês.
O massacre de Nanquim
Sobre esse episódio que ocorreu na Segunda Guerra Mundial, eu teria muita coisa a falar, mas como minha intenção inicialmente não era focar só sobre esse assunto, mas também outras ocasionalidades do País, terei de resumir e dividir o post, como um todo. O resto do post, que obviamente será ''O lado obscuro do Japão (Parte 2) trará o restante do conteúdo, que será menor que esse.
''O Massacre de Nanquim'', também conhecido como a ''Violação de Nanquim'' ou simplesmente ''Estrupo de Nanquim'', foi um episódio de homicídio e violação em massa, cometidos pelas tropas japonesas contra Nanquim durante a Segunda Guerra Sino-Japonesa em 1937. O massacre teve um período de seis semanas, com começo a partir 13 de Dezembro de 1937.
Quando a cidade foi tomada, em 13 de dezembro, as ruas estavam repletas de civis desesperados e soldados chineses que tentavam resistir sem qualquer espécie de organização. Os soldados japoneses iniciaram o fuzilamento indiscriminado de chineses, em busca da neutralização de qualquer espécie de resistência.
Em poucas horas, o exército japonês obtêm o controle da cidade, com uma fúria bárbara e brutal. Todos os militares chineses sobreviventes são então identificados e separados dos demais prisioneiros, sendo então torturados, fuzilados, enforcados ou decapitados.
A organização civil também é brutal, as pessoas são separadas por sexo e idade. O exército japonês inicia a busca sistemática em toda a cidade. As execuções são realizadas em todos os cantos, inclusive nos templos. Num vislumbre de bestialidade, centenas de pessoas são obrigadas e se dirigir a uma pedreira, onde são obrigados a entrar em um imenso buraco, formado pela extração do material, que se transformaria em sua sepultura. Quando já estavam no interior do buraco, soldados japoneses cercaram o local e abriram fogo com metralhadoras e fuzis. Como muitas pessoas não morreram em virtude deste primeiro ataque, os soldados japoneses receberam a ordem para procurar sobreviventes e executá-los.
Infelizmente, a brutalidade não estava perto de se findar. Sob o comando do general Iwane Matsui, a brutalidade tomou formas ainda piores:
- Como numa prática esportiva, soldados japoneses disputavam entre si para saberem quem era o mais rápido e eficiente em decapitar prisioneiros;
- Prisioneiros eram usados como alvo-vivo em exercícios de assalto com baionetas.
Na tentativa de justificar os assassinatos de civis, oficiais japoneses alegaram se tratar de militares disfarçados. Entre algumas das brutalidades descritas por testemunhas sobreviventes, podemos destacar que em diversas ocasiões, os soldados japoneses obrigavam os filhos a estuprarem sua próprias mães. Os que se recusavam, eram assassinados imediatamente.
As mulheres em especial, eram também “caçadas” por soldados japoneses, para que estas servissem como “escravas sexuais” de oficiais e soldados, em Nanquim e nas imediações. Além disso, muitas mulheres foram “exportadas” como escravas sexuais, para os mais de 2000 bordéis militares criados pelo Japão.
''Mulheres de conforto'' ou ''mulheres de conforto militar'' é um eufemismo para mulheres que praticavam (ou eram forçadas a praticar) sexo em bordéis militares em países ocupados pelo Japão durante a Segunda Guerra Mundial. Existem diferentes teorias sobre o lugar de origem das mulheres revigorantes. De acordo com o professor Hirofumi Hayashi da Universidade Kanto Gakuin, a maioria das mulheres eram da Coreia e China. Outras vinham das Filipinas, Taiwan, Tailândia, Vietnã, Singapura,Índias Orientais Holandesas, e outros países e regiões ocupados pelo Japão.
De acordo com o Professor Yoshiaki Yoshimi da Universidade Chuo, existiam cerca de 2.000 centros aonde algo em torno de 200.000 mulheres coreanas, filipinas, taiwanesas, birmanesas, indonésias, holandesas, australianas e algumas japonesas eram forçadas a manter relações sexuais com os militares do Exército Imperial.
A bestialidade que durou cerca de seis semanas, estendendo-se até fevereiro de 1938, embora não se possa precisar com exatidão. De 150 a 300 mil pessoas foram executadas nas mais atrozes condições (mulheres estupradas, homens torturados, crianças enterradas vivas). A cidade foi saqueada e incendiada. Um sem número de corpos foi queimado junto com a cidade, outros foram jogados no rio Yang Tsé e outros enterrados aos montes.
O massacre de Nanquim seria o único crime de guerra a ser tratado em separado pelo Tribunal de Tóquio. O general Iwane Matsui foi condenado à morte por não ter impedido a carnificina cometida pelas tropas que comandava.
Embora existam muitas provas sobre tamanha brutalidade, o governo japonês se recusa a reconhecer ainda hoje, os crimes cometidos pelo seu exército, a exemplo da Turquia, que também se recusa a reconhecer o genocídio cometido contra os armênios em 1915. Em 2004 o Ministro da Educação japonês ordenou que este tema fosse retirado dos livros didáticos japoneses, por alegar que o fato nunca aconteceu.
Se estiverem mais interessados sobre o assunto o filme ''Flores do Oriente'' retrata um pouco da brutalidade que ocorreu na época.
Se mesmo assim não estiverem contentes eu recomendo que acessem:
Nesse blog o autor fala mais detalhadamente do fato. Inclusive boa parte do post foi feito com base nele, incluindo o que eu mesma modifiquei e acrescentei.

2 | Comentários:
Tipicamente falado na DW.
Excelente trabalho, mas onde estão as fontes?
Eu já sabia sobre a tragédia, mas de fato pouca gente também tinha o mesmo conhecimento . Fiz pesquisas que incluem alguns sites de confiança, um deles inclusive está junto ao post. Só acrescentando que alguns desses posts foram escritos por estudiosos na área de história.
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